Para saber o que eu tava fazendo no México, clica aqui e leia o primeiro post da série. Ou quer conhecer Teotihuacan? Clica aqui. Talvez você esteja procurando pelas lindas igrejas.. clica aqui.
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Acho que o Museu de Antropologia foi o mais impressionante, entre todos os que visitei no México. Não digo o que mais gostei, pois seria muito difícil de avaliar. Mas, ele está entre os mais organizados, bem estruturados e cheios de história pra contar que já vi na vida.
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| Oh! |
Sei que não vou conseguir mostrar nem expressar o quanto é incrível esse museu. É parada obrigatória pra quem visitar a cidade. Pode reservar um dia inteiro só para passear por ele.
Logo que chegamos, haviam algumas pessoas em frente ao museu que faziam apresentações. Representavam rituais e danças típicas dos povos antigos, pré colombianos. Uma das apresentações que estava acontecendo era uma dança. Chamam de dança, mas era uma galera (5 pessoas) com umas roupas coloridas, que subiam um mastro. Lá em cima, quatro deles se prendiam a cordas, que eram enroladas no mastro enquanto um outro ficava tocando uma tamborzinho. Depois, os quatro que estavam presos às 4 cordas, iam descendo de cabeça para baixo até chegar ao chão.
Não vou dizer que é a coisa mais incrível e circense do mundo, mas foi muito divertido! E imaginar que isso era feito antigamente com muito menos estrutura é impressionante.
Entrando no prédio do museu, iniciamos o passeio conhecendo um pouco das civilizações que se sucederam aos povos pré colombianos. São como aldeias indígenas que temos no Brasil.. uma mistura da cultura de antes com a cultura das grandes cidades.
Tudo era muito bem feito. Íamos passando e a cada novo povoado, tinha uma instalação diferente, que mostrava como são as casas, as plantações.. e sempre tinha algo tocando nas caixas de som. Em alguns lugares, era uma música típica, em outros, eram pessoas falando o dialeto daquela tribo.
Além das instalações, vimos também muitas maquetes. Todas bem bonitas, com iluminação especial, expressões faciais bem feitas. Parecia de fato uma realidade em miniatura.
As maquetes estavam em todo o museu. Na parte que mostrava a pré história, na que mostrava povos recentes, que existem hoje em dia.
Vimos de tudo. Fósseis muito antigos, hominídeos, animais (vimos um fóssil de mamute). Também passamos pela parte das pedras dos astecas e dos maias, pelas cerâmicas, utensílios, armas, adornos, túmulos, artesanatos...
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| Coberto com miçangas. Incrível, né? |
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| Árvore da vida. Tudo aí tinha uma simbologia especial. |
A gente se pega em vários momentos, olhando para uma pedra imensa, ou para uma peça de cerâmica, tentando imaginar o que aconteceu com ela até chegar alí. Como será que foi feita? Quem será que tocou nisso? Onde isso estava há 100 anos? E há 1000 anos? É incrível.
Dá para pensar até nesse esqueletinho aí encolhido. Aposto que a pessoa que habitava esses ossos não imaginou que um dia estaria onde está agora. Deve ter vivido e sofrido, amado, deve ter chorado, deve ter ficado com a garganta inflamada um dia, ou pode ser que tenha tido dor no joelho, quando estava crescendo.
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| Pedra do Sol, também chamada erroneamente de calendário asteca. |
A Vanessa e a Deborah comentaram em um dos posts que se sentiam assim também. Emocionadas quando passeavam por museus. E não há como ser diferente.
A gente é levado a lugares muito longes. Estávamos em família, mas em vários momentos, me pegava sozinha numa reflexão louca, sobre tudo aquilo que estava vendo, sobre a vida, sobre o tempo e o espaço, sobre as memórias, a composição das coisas, a efemeridade de tudo...
Gente... de verdade:
filosofem no Museu de Antropologia. Vão ter que me fazer mais essa promessa, tá? Pode ser? Tranquilo?